Cientista divulga gravação de idioma que deu origem a línguas europeias
3 de outubro de 2013 by Natassia in Assuntos: , ,


Mapa ilustra a hipótese Kurgan, a explicação mais aceita sobre como a cultura e a língua se espalharam pela Europa e pela Ásia

Cientistas dizem ter conseguido, pela primeira vez, criar um registro fonético de um antigo idioma falado por nosso ancestrais há 4.000 anos.
Acredita-se que o idioma, conhecido como PIE (língua protoindo-europeia), era falado entre 4.500 e 2.500 a.C na Europa e na Ásia, e deu origem a línguas atuais como o português.
Em 1868, o linguista alemão August Schleicher reconstruiu um vocabulário da PIE e escreveu uma fábula no idioma, chamada A ovelha e os cavalos.
Em uma gravação, o linguista Andrew Byrd, da Universidade de Kentucky, nos Estados Unidos, lê a fábula em uma simulação da língua.
Aproximação educada
A língua protoindo-europeia teria sido um ancestral comum das línguas indo-europeias.
Uma descrição desta protolíngua, feita a partir da observação sobre as semelhanças e diferenças sistemáticas entre as línguas indo-europeias, é tida como uma das grandes realizações dos linguistas a partir do início do século 19.
Apesar de não haver registro concreto da PIE, Byrd recriou a fala baseada no som de palavras antigas de idiomas indo-europeus como latim, grego e sânscrito,
Não há maneira de criar uma versão definitiva da língua, e Byrd disse à BBC Brasil que sua pronúncia é uma aproximação baseada em uma "visão particular de como os sons seriam pronunciados."
A fábula foi primeiramente escrita em alemão, para depois ser traduzida para PIE como uma forma de experimentar o vocabulário.
"As línguas diferem em como elas combinam os sons, e elas usam essas combinações para criar novas palavras", contou Byrd.
gravação foi publicada na versão online da revista Archaeology, como parte de um estudo baseado em descobertas arqueológicas ligadas a tradições da cultura indo-europeia.
Apesar do interesse gerado por sua gravação, Byrd diz que não tem intenção de fazer outras, principalmente porque ele teria que criar novas histórias que ainda não foram escritas.
A mesma fábula é usada por outros linguistas e é atualizada à medida que mais descobertas são feitas sobre a língua.
Controvérsias
As línguas indo-europeias descendem de um idioma comum que deu origem tanto às línguas europeias quanto às asiáticas. Algumas das muitas línguas modernas que provêm da família indo-europeia incluem inglês, sueco e persa.
"Há 6.500 anos, farsi [persa] e inglês eram a mesma língua. Isso é muito legal, e te dá um sensação de união", disse Byrd ao site de notícias Huffington Post.
Devido à falta de informação disponível, a PIE é um tema bastante discutido entre pesquisadores.
Byrd acredita que a PIE provavelmente foi falada nas estepes da Eurásia há cerca de 6.500 anos, mas outros pesquisadores defendem a teoria de que ela teria sido falada na Turquia milhares de anos antes.
Provavelmente nunca saberemos o verdadeiro som da PIE, e Byrd brincou dizendo que a única maneira de criar uma gravação definitiva seria com a criação de uma máquina do tempo.

As verdadeiras histórias dos filmes da Disney!
17 de agosto de 2013 by Natassia in Assuntos: , , , ,

Os contos de fadas representados em filmes da Disney são até hoje os preferidos de crianças (e até adultos) que cresceram conhecendo e acompanhando essas histórias. Caracterizados por personagens que sofrem ou passam por algum obstáculo até chegarem ao final feliz, eles são originários de contos da Europa do século XIX.
Só que esses contos de fadas não foram criados originalmente do jeito que conhecemos hoje. Não é possível saber exatamente de onde vêm essas histórias - muitas devem ter origens em fatos reais, mas, como eram passadas no "boca a boca", de geração para geração, tiveram registros e detalhes perdidos no tempo.
Porém, alguns dos contos mais famosos têm versões originais publicadas por alguns autores, que posteriormente foram modificadas por outros escritores e finalmente adaptadas pela Disney. Conheça as "verdadeiras" histórias de sete filmes famosos da Disney:

Cinderela
Qual é a história original? Cinderela vivia com seus pais até que a mãe adoece. Em seu leito de morte, ela diz à filha para plantar uma árvore em seu túmulo, e, sempre que precisasse de algo, fosse chacoalhar a árvore. Cinderela obecedeu e regou a árvore com suas lágrimas.
O pai se casou novamente e Cinderela ganhou uma madrasta e duas irmãs más. Um dia, o rei anunciou não um, mas três bailes. No primeiro baile, Cinderela não pode ir porque tinha que separar lentilhas. Dois pássaros se ofereceram para ajudá-la, mas não deu tempo. No segundo dia, ela tinha que separar sementes. Os pássaros voltaram para ajudá-la e a aconselharam a ir chacoalhar a árvore. Ela foi e ganhou um vestido prata e acessórios! Quando voltou para casa, uma carruagem a esperava.
No baile, o príncipe dançou com ela e se apaixonou. Cinderela saiu correndo e voltou para casa antes da meia noite. No terceiro baile, ela devia separar ervilhas novamente, e novamente ela teve ajuda dos pássaros e de sua mãe. A árvore lhe deu um vestido dourado e sapinhos de ouro! O príncipe, dessa vez, a esperava na escadaria e se mostrou interessado. Mas Cinderela perdeu a hora e teve que sair correndo, perdendo seu sapatinho. Ela também perdeu a carona e ficou no meio da rua com sua roupa surrada.
No dia seguinte, o príncipe começou a procurar a dona do sapatinho. Na casa de Cinderela, a madrasta mandou que as irmãs dela cortassem os pés para que o sapato coubesse! A irmã mais velha cortou os calcanhares, mas os pássaros denunciaram que havia sangue no sapato. A mais nova cortou os dedos, e os pássaros denunciaram também. Finalmente, Cinderela colocou o sapato e o príncipe a reconheceu. No casamento deles, as irmãs invejosas têm seus olhos bicados pelos pássaros e ficam cegas.
Qual é a origem da história? A história da Cinderela é muito antiga - tem uma versão grega de antes de Cristo e até registros na China no século IX. Existem muitas versões (por exemplo, uma em que o próprio pai quer casar-se com ela e uma em que Cinderela faz um pacto com o diabo). A versão acima é dos Irmãos Grimm, e a versão usada pela Disney (no filme de 1950) é de Charles Perrault.
A Bela e a Fera
Qual é a história original? Bela tem duas irmãs e três irmãos. Quando o pai viaja, as irmãs pedem que ele traga coisas caras, mas Bela pede apenas uma rosa vermelha. Ele entra em um castelo, rouba uma rosa e Fera aparece. Furioso, ele diz que só perdoará o homem se ele lhe trouxer uma de suas filhas.
Bela vai para o castelo de Fera e acha que será devorada, mas ele a trata como uma princesa e ainda deixa seu pai levar dois baús cheios de riquezas. Toda noite ele a pede em casamento e ela recusa. Um dia, Bela pede para visitar seu pai. Fera concorda, desde que ela volte em até dois meses, caso contrário ele morrerá. Em sua casa, ela sonha que a Fera está morrendo e volta imediatamente ao castelo. Quando chega, vê que ela realmente estava morrendo e diz que a ama. Fera acorda, pede Bela em casamento e, dessa vez, ela aceita. Nesse momento, a Fera se transforma em um lindo príncipe.
Qual é a origem da história? É de autoria de Andrew Lang e foi escrita em 1889. A versão da Disney (do filme de 1991) muda alguns detalhes e incorpora objetos mágicos na história. Há ainda outra versão em que a Fera tem a imagem de uma cobra.

A Bela Adormecida
Qual é a história original? A princesa, que se chama Tália, morre imediatamente depois que uma farpa de linho entra sob sua unha. Seu pai, o rei, a coloca em uma cadeira no palácio e vai embora para sempre, para esquecer a dor. O tempo passa e outro rei que andava por ali vê Tália e se apaixona por ela. Ele não consegue acordá-la e a estupra! Nove meses depois, nascem gêmeos, e Tália continua adormecida. Um dos gêmeos, sem conseguir achar o seio da mãe para mamar, acaba sugando seu dedo, retirando a farpa e acordando a princesa.
Algum tempo depois, o rei volta a ver sua amada. A esposa dele descobre e manda cozinhar os filhos bastardos, mas o cozinheiro coloca carne de cabrito no lugar. A rainha ainda tenta jogar Tália ao fogo, só que o rei lança a própria esposa no lugar dela. Assim, Tália, o rei e os gêmeos vivem felizes para sempre.
Qual é a origem da história? A primeira versão foi um conto de Giambattista Basile, chamado "Sol, Lua e Tália". Esse conto foi o que inspirou Charles Perrault a escrever a história que você leu acima, chamada "A Bela Adormecida". O conto de Perrault foi o que inspirou os Irmãos Grimm a criar a história que conhecemos pelo filme da Disney, lançado em 1959. E o nome Aurora foi invenção de Tchaikovsky, que compôs o balé de A Bela Adormecida em 1888 (Aurora era o nome de sua mãe).

Pequena Sereia
Qual é a história original? A Pequena Sereia é a mais nova das seis filhas do Rei dos Mares. Quando elas completam 15 anos, são autorizadas a ir à superfície. Lá, ela se apaixona por um príncipe e o salva quando o navio em que ele estava afunda.
Ariel procura a bruxa do mar porque quer ganhar pernas. A bruxa diz que pode fazer esse feitiço, mas terá efeitos colaterais: ela perderá a voz, sentirá dor como se estivesse pisando em facas e, se o príncipe não se casar com ela, Ariel se transformará em espuma do mar.
Depois do feitiço, ela encontra o príncipe. Só que ele passa a ter um amor fraternal por ela, não um amor apaixonado. Ele confunde uma princesa de um reino próximo com a mulher que o salvou e se casa com ela. As irmãs da sereia dão seus cabelos para a bruxa para tentar salvar Ariel. Em troca, ela dá uma faca que, se cravada no coração do príncipe, faz com que Ariel volte a ser uma sereia de novo. Mas ela não tem coragem de matá-lo e termina como espuma do mar.
Qual é a origem da história? Foi escrita por Hans Christian Andersen em 1837. É a mesma versão usada pelo filme da Disney (1989), que apenas fez modificações.

Branca de Neve
Qual é a história original? Branca de Neve tem 7 anos quando a madrasta, com inveja de sua beleza, manda que o caçador a leve para a floresta e a mate. Mas ele fica com dó, deixa a garota fugir e leva órgãos de um javali para que a madrasta pense que ela está morta.
Branca de Neve encontra a casa dos sete anões e eles deixam que ela fique lá, desde que lave, passe, arrume e limpe a casa. O tempo passa e a madrasta descobre que Branca de Neve continua viva. Então, ela faz três tentativas de matar a garota: a primeira, com um corpete de seda amarrado bem forte. A segunda, com um pente de cabelo envenenado. E a terceira, com uma maçã envenenada, finalmente funciona.
Os anões não têm coragem de enterrar Branca de Neve e fazem uma cripta de vidro para ela. Um príncipe que passava por lá viu a cripta e quis comprá-la. Os anões não quiseram vender, mas, vendo que o príncipe gostou tanto de Branca, ficaram com pena e deram para ele. Quando os empregados dele carregavam a cripta, deixaram que ela caísse. Na queda, Branca de Neve cospe o pedaço de maçã que estava engasgado e volta à vida.
A madrasta má é convidada para o casamento, sem saber que a noiva é Branca de Neve. Ela pergunta sobre sua beleza ao espelho e descobre que Branca ainda está viva, mas decide ir à festa mesmo assim. Lá, os anões colocam um par de sapato na brasa e depois vestem na madrasta, que é obrigada a dançar até a morte.
Qual é a origem da história? Quem escreveu a história foram os Irmãos Grimm, mas eles se inspiraram na história que ouviram de duas irmãs, Jeannette e Amalie Hassenpflug. O filme da Disney, de 1937, faz algumas adaptações, mas mantém os pontos principais.

Rapunzel
Qual é a história original? Rapunzel era o nome de uma planta, e a mãe dela teve desejo desse vegetal na gravidez. O pai entrou em um jardim proibido para procurar a planta, só que uma bruxa má o encontrou. para deixá-lo ir embora, ela exigiu que, em troca, ele lhe entregasse sua filha.
A bruxa dá à criança o nome de Rapunzel e a cria muito bem até os 12 anos. Quando chega a essa idade, ela é levada para uma torre. O cabelo de Rapunzel, que nunca tinha sido cortado e estava sempre trançado, servia para que a bruxa conseguisse subir. Ela gritava "'Jogue suas tranças de ouro Rapunzel" e a menina obedecia.
Um dia, um príncipe ouve Rapunzel cantando e fica apaixonado. Ele faz exatamente igual a bruxa para subir à torre. Eles se apaixonam e começam a se encontrar. A garota acaba engravidando e a bruxa descobre. Como castigo, ela corta as tranças de Rapunzel, a expulsa da torre e a larga sozinha em um deserto. Quanto ao príncipe, a bruxa joga as tranças de sua amada para que ele suba, e, quando ele consegue, ela o atira do alto da torre. O príncipe cai em um espinheiro, fura os olhos e fica cego.
Mesmo assim, o príncipe e Rapunzel acabam se encontrando, pois ele é guiado pela música que ela canta. As lágrimas de Rapunzel curam a cegueira do príncipe e eles vivem felizes para sempre longe da bruxa.
Qual é a origem da história? A história acima foi escrita por Charlotte-Rose de Caumont de La Force e publicada em 1698. Os Irmãos Grimm fizeram a versão mais conhecida em 1812. A Disney fez suas adaptações e lançou a história de Rapunzel no cinema como "Enrolados" (2010).

Os Três Porquinhos

Qual é a história original? A história dos três porquinhos que constroem casas diferentes é mantida. A diferença é que, nessa versão, o lobo come os dois primeiros porquinhos. Quando o lobo invade a casa do terceiro porquinho, pela chaminé, ele cai em um caldeirão com água fervendo e morre. O pouquinho sobrevivente cozinha o lobo e o faz de jantar.
Qual é a origem da história? Sabe-se apenas que foi escrita em 1890 por Joseph Jacobs. O filme da Disney data de 1933.


As 10 melhores técnicas de estudo, segundo a ciência
18 de abril de 2013 by Natassia in Assuntos: , , ,


Um estudo recentemente publicado em janeiro de 2013 na revista científicaPsychological Science in the Public Interestavaliou dez técnicas comuns de aprendizagem para classificar quais possuem de fato a melhor utilidade.

O resultado do paper (íntegra aqui) traz algumas surpresas para o estudante.
Técnicas bastante populares no Brasil, como resumir, grifar, utilizar mnemônicos, visualizar imagens para apreensão de textos e reler conteúdos foram classificadas como as de utilidade mais baixa.
Três práticas foram encaradas como de utilidade moderada: interrogação elaborativa, auto-explicação e estudo intercalado.
E as duas que obtiveram o mais alto grau de utilidade na aprendizagem foram as técnicas de teste prático e prática distribuída.
É a ciência desaprovando boa parte do meu método de estudo, muito baseado em resumos, grifos, mnemônicos e mapas mentais. Por outro lado, foi confirmada a impressão que eu tinha de que a realização de exercícios em doses cavalares era extremamente efetiva para o estudo para concursos públicos.
Lembre-se de que o ranking reflete os resultados do estudo, porém cada pessoa tem o seu estilo de estudo e nada está escrito em pedra. Dito isto, falemos agora sobre as dez técnicas, das piores para as melhores.

Grifar (utilidade: baixa)

grifar 595x396 As 10 melhores técnicas de estudo, segundo a ciência
Tão fácil quanto ineficiente.
Prepara-se para dar um descanso ao seu grifador amarelo. O estudo aponta que a técnica de apenas grifar partes importantes de um texto é pouco efetiva pelos mesmos motivos pelos quais é tão popular: praticamente não requer esforço.
Ao fazer um grifo, seu cérebro não está organizando, criando ou conectando conhecimentos. Então, grifar só pode ter alguma (pouca) utilidade quando combinada com outras técnicas.

Releitura (utilidade: baixa)

reler 595x396 As 10 melhores técnicas de estudo, segundo a ciência
Deixa eu ler pela quinta vez…
Reler um conteúdo, em regra, é menos efetivo do que as demais técnicas apresentadas. O estudo, no entanto, mostrou que determinados tipos de leitura (massive rereading) podem ser melhores do que resumos ou grifos, se aplicados no mesmo período de tempo. A dica é reler imediatamente depois de ler, por diversas vezes.

Mnemônicos (utilidade: baixa)

mnemonico 595x446 As 10 melhores técnicas de estudo, segundo a ciência
Remember, remember, SoCiDiVaPlu.
Segundo o dicionário Houaiss, mnemônico é algo relativo à memória; que serve para desenvolver a memória e facilitar a memorização (diz-se de técnica, exercício etc.); fácil de ser lembrado; de fácil memorização.
Em apostilas e sites de concursos públicos, é muito comum ver o uso de mnemônicos com as primeiras letras ou sílabas, como SoCiDiVaPlu para decorar os fundamentos da República Federativa do Brasil (artigo 1º da Constituição).
O estudo da Psychological Science in the Public Interest mostrou que os mnemônicos só são efetivos quando as palavras-chaves são importantes e quando o material estudado inclui palavras-chaves fáceis de memorizar.
Assuntos que não se adaptam bem a geração de palavras-chaves não conseguiram ser bem aprendidos com o uso de mnemônicos. Então, utilize-os em casos específicos e pouco tempo antes de teste.

Visualização (utilidade: baixa)

mindmap visualizacao 595x464 As 10 melhores técnicas de estudo, segundo a ciência
Exemplo de mapa mental.
Os pesquisadores pediram que estudantes imaginassem figuras enquanto liam textos. O resultado positivo foi apenas em relação a memorização de frases. Em relação a textos mais longos, a técnica mostrou-se pouco efetiva.
Surpreendentemente (ao menos para mim), a transformação das imagens mentais em desenhos também não demonstrou aumentar a aprendizagem e ainda trouxe o inconveniente de limitar os benefícios da imaginação.
Isso não invalida completamente o uso de mapas mentais para estudos, já que esses consistem além de desenho a conexão de ideias e conceitos.
De qualquer maneira, o resultado do estudo é que a visualização não é uma técnica efetiva para provas que exijam conhecimentos inferidos de textos.

Resumos (utilidade: baixa)

resumir 595x395 As 10 melhores técnicas de estudo, segundo a ciência
Vou resumir para você.
Resumir os pontos mais importantes de um texto com as principais ideias sempre foi uma técnica quase intuitiva de aprendizagem.
O estudo mostrou que os resumos são úteis para provas escritas, mas não para provas objetivas.
Embora tenha sido classificado como de utilidade baixa, a técnica de resumir ainda é mais útil do que grifar e reler textos. O paper diz que a técnica pode ser uma estratégia efetiva para estudantes que já são hábeis em produzir resumos.

Interrogação Elaborativa (utilidade: moderada)

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Por que é que a vida é assim?
A técnica de interrogação elaborativa consiste em criar explicações que justifiquem por que determinados fatos apresentados no texto são verdadeiros.
O estudante devem concentrar-se em perguntas do tipo Por quê? em vez de O quê?.
Seguindo o exemplo que demos pouco antes, em vez de decorar um mnemônico como SoCiDiVaPlu, o ideal seria perguntar-se por que o Brasil adota a dignidade da pessoa humana como fundamento da República? E buscar a resposta na origem do estado democrático de Direito e na adoção do princípio da dignidade da pessoa humana pelas principais democracias ocidentais após a Revolução Francesa.
Note que esse tipo de estudo requer um esforço maior do cérebro, pois concentra-se em compreender as causas de determinado fato, investigando suas origens.
Falando especificamente de concursos públicos, a interrogação elaborativa é um grande diferencial na hora de responder redações e questões discursivas.

Auto-Explicação (utilidade: moderada)

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Entendeu, Eu Mesma?
A auto-explicação mostrou-se ser uma técnica útil para aprendizagem de conteúdos mais abstratos. Na prática, trata-se de ler o conteúdo e explicá-lo com suas próprias palavras para você mesmo.
O estudo mostrou que a técnica é mais efetiva se utilizada durante o aprendizado, e não após o estudo.

Estudo Intercalado (Utilidade: moderada)
estudo intercalado 595x483 As 10 melhores técnicas de estudo, segundo a ciência
Vou alternar as matérias, na ordem dessa pequena pilha.
O estudo intercalado é o que chamamos de rotação de matérias em posts anteriores.
A pesquisa procurou saber se era mais efetivo estudar tópicos de uma vez ou intercalando diferentes tipos de conteúdos de uma maneira mais aleatória.
Os cientistas concluíram que a intercalação tem utilidade maior em aprendizados envolvendo movimentos físicos e tarefas cognitivas (como ciências exatas).
O principal benefício da intercalação, como já havíamos observado, é fazer com que a pessoa consiga manter-se mais tempo estudando.

Teste prático (utilidade: alta)

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Simular é o melhor caminho.
Realizar testes práticos sobre o que você está estudando é uma das duas melhores maneiras de aprendizagem. A pesquisa científica mostrou que realizar testes práticos é até duas vezes mais eficiente do que outras técnicas.
No caso específico de concursos públicos, a recomendação é fazer toneladas de exercícios de provas anteriores. Não apenas do cargo para o qual você está estudando, mas qualquer tipo de questão que encontrar pela frente.
Como já recomendamos anteriormente, a maneira mais fácil de realizar testes é utilizando sistemas específicos para isso, como o site Questões de Concursos.

Prática distribuída (utilidade: alta)

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Vou rever o conteúdo a cada 15 dias.
A prática distribuída consiste em distribuir o estudo ao longo do tempo, em vez de concentrar toda a aprendizagem em um bloco só (a.k.a. na véspera da prova).
Pesquisas mostram que o tempo ótimo de distribuição das sessões de estudo é de 10% a 20% do período que o conteúdo precisa ser lembrado. Por essa conta, se você quer lembrar algo por cinco anos, vocÊ deve espaçar seu aprendizado a cada seis meses. Se quer lembrar por uma semana, deve estudar uma vez por dia.
A prática distribuída também pode ser interpretada como a distribuição do estudo em pequenos períodos ao longo do dia, intervalando com períodos de descanso. Por exemplo, uma hora de manhã, uma hora à tarde e outra hora à noite.
Essa é exatamente a teoria de Tony Schwartz aplicada em técnicas de timebox como aPomodoro Technique.

Fonte: Mude.Nu

As armadilhas da língua
13 de abril de 2013 by Natassia in Assuntos: , , , ,


Você sabe o que é tautologia? É o termo usado para definir um dos vícios de linguagem. Consiste na repetição de uma idéia, de maneira viciada, com palavras diferentes, mas com o mesmo sentido. O exemplo clássico é o famoso 'subir para cima' ou o 'descer para baixo'. Mas há outros, como você pode ver na lista a seguir: 

- elo de ligação 
- acabamento 
final 
- certeza 
absoluta 
- quantia 
exata 
- nos dias 8, 9 e 10, 
inclusive 
- juntamente 
com
 
expressamente proibido
- em duas metades 
iguais 
- sintomas 
indicativos 
- há anos 
atrás 
- vereador 
da cidade 
outra alternativa
- detalhes 
minuciosos 
- a razão é 
porque 
- anexo 
junto à carta
- de sua 
livre escolha
- superávit 
positivo 
todos foram unânimes
- conviver 
junto 
- fato 
real 
- encarar 
de frente 
- multidão 
de pessoas 
- amanhecer 
o dia 
- criação 
nova 
- retornar 
de novo 
- empréstimo 
temporário
- surpresa 
inesperada
- escolha 
opcional 
- planejar 
antecipadamente
- abertura 
inaugural 
continua a permanecer
- a 
última versão definitiva
possivelmente poderá ocorrer
- comparecer 
em pessoa
- gritar 
bem alto 
- propriedade 
característica 
demasiadamente excessivo
- a seu critério 
pessoal 
- exceder 
em muito

Note que todas essas repetições são dispensáveis. 
Por exemplo, 'surpresa inesperada'. Existe alguma surpresa esperada?  É óbvio que não.
Devemos evitar o uso das repetições desnecessárias. Fique atento às expressões que utiliza no seu dia-a-dia. 

Verifique se não está caindo nesta armadilha.

Fonte: autor desconhecido


Estamos criando um exército de asnos
9 de janeiro de 2013 by Natassia in Assuntos: , , , , , , , ,




Até que demorou a acontecer...

Já faz muito tempo que venho tendo uma postura absolutamente intolerante com todas as pessoas – incluindo meus fiéis leitores aqui do blog e de minhas redes sociais – que escrevem errado. Não, não me refiro a pessoas que cometem um ou outro erro de digitação, e sim a todos aqueles que escrevem errado por problemas de alfabetização. Faço questão de corrigir todo mundo, muitas vezes de modo sarcástico, justamente para que estas pessoas não venham a ser prejudicadas no futuro, seja em suas carreiras profissionais ou em seus respectivos cotidianos domésticos.

E é justamente o que está acontecendo agora...

Uma imensa parcela dos estudantes que foram muito mal na prova de Redação do último Enem está exigindo uma revisão de seus textos. Até aí, nada contra. Acho que o estudante tem todo o direito de saber onde errou. Há uma série de petições espalhadas pela internet colhendo assinaturas para que seja feita uma representação ao Ministério Público Federal. Se não me engano, uma estudante carioca conseguiu na Justiça o direito de ver a sua redação corrigida. O problema é que esta turma não se conforma – ou não quer acreditar – que tenha ido mal e quer que as notas sejam modificadas. Aí não, né?
Segundo dados do próprio Exame Nacional de Ensino Médio, foram avaliadas mais de quatro milhões de redações no exame de 2012. Deste montante, acredite se quiser, cerca de 75 mil foram entregues em branco! Em branco!!!! Ou seja, o aluno sequer tentou escrever algo a respeito do tema proposto – no caso, “A imigração para o Brasil no século 21” – ou, pior, sequer teve noção daquilo que foi pedido. Uma catástrofe total!

Só que as notícias ruins não param por aqui. Além das redações “em branco”, cerca de 72 mil foram anuladas por não obedecerem aos requisitos pré-estabelecidos, como o de escrever sete linhas de texto – sim, míseras SETE linhas!
Volto a escrever que não há qualquer problema em um aluno saber quais os erros que cometeu. Isto é justo. Só que a questão reside em um ponto muito mais delicado, espinhoso e, por isto mesmo, necessário de apertar: estamos criando uma geração inteira de analfabetos funcionais, que até sabem ler, mas não compreendem o significado das palavras, não consegue interpretar um texto e muito menos elaborar um pensamento coerente em forma de sentenças.

Infelizmente, a juventude brasileira é o retrato fiel do descaso com que a Educação vem sendo tratada ao longo dos anos em nosso País. Ninguém sabe nada. Ninguém consegue interpretar fatos, coletar informações, compreender as circunstâncias, selecionar ideias e oferecer um argumento plausível que venha a sustentar uma opinião. Ninguém consegue sequer pensar por si mesmo...

Sempre que corrijo os erros de meus leitores, a maioria vem com a seguinte desculpa esfarrapada: “não preciso escrever certo (sic) na internet; quando precisar, escrevo certo; aqui é lugar de escrever fácil (sic)”. Pois, toda vez que retruquei dizendo que se você se acostuma a escrever errado, vai continuar fazendo isto em sua vida justamente pelo hábito de cometer estes erros constantemente, fui recebido com grosserias e desprezo. Agora, por ocasião das redações do Enem, as pessoas estão percebendo como o buraco é mais embaixo...

E não pense que estou botando toda a culpa por esta situação nas imbecilidades que as pessoas cometem nos “facebooks” e “twitters” da vida. Infelizmente, tantos as escolas e faculdades quanto o mercado de trabalho em geral preferem ter em suas fileiras gente burrinha e obediente, que não tenha autonomia de pensamento, que saiba apenas decorar aquilo que lhe imposto, sem questionamentos. Com isto, a última coisa que alguém consegue é desenvolver a sua capacidade de raciocínio.

Pense nisto na hora de deixar o seu filho escrever e ler o que bem entender por aí...


Escrito por Régis Tadeu, do blog Na Mira do Régis


Assaltaram a Gramática - Os Paralamas do Sucesso
15 de dezembro de 2012 by Natassia in Assuntos: , , , , , ,

Assaltaram a gramática

Assassinaram a lógica
Meteram poesia, na bagunça do dia-a-dia
Sequestraram a fonética
Violentaram a métrica
Meteram poesia onde devia e não devia
Lá vem o poeta com sua coroa de louro
Agrião, pimentão, boldo
O poeta é a pimenta do planeta
(Malagueta!)


Aos 89, Lygia Fagundes Telles diz que escreve todo dia
23 de novembro de 2012 by Natassia in Assuntos: , , , , , ,



É quinta-feira, passa um pouco das seis horas da tarde e imortais da Academia Paulista de Letras estão reunidos para o seu chá semanal no Largo do Arouche, região central de São Paulo. Na ponta da grande mesa do salão onde são feitas as refeições, a escritora Lygia Fagundes Telles belisca acepipes e discute o atual estado das coisas com colegas de imortalidade como a autora Anna Maria Martins, o maestro Júlio Medaglia e o médico Raul Cutait.
“Está aumentando enormemente o número de drogados, de cocainômanos. É uma fuga da realidade”, lamenta. “Precisamos de creches, o Chalita vai resolver isso”, diz, indicando a sua preferência eleitoral. Espera-se, aliás, que ela não seja tão fã do escritor como do candidato, que parece entusiasmá-la.
É preciso dizer, num aparte, que a conversa fez uma grande curva até chegar aí. A partir de uma pergunta da reportagem, interessada em saber se a APL tinha algum projeto para promover a profissionalização da atividade de escritor, os imortais passaram a falar da proposta que levou alguns deles a dar palestras em escolas da rede pública, e daí à situação difícil da periferia e, depois, ao estado social e cultural do país.
“O que me dói é que na lista dos livros mais vendidos não tem um brasileiro”, continuou Lygia, que se absteve de fazer comentários quando disseram que Paulo Coelho estava lá.
Aos 89 anos, frequentar a APL não é a única ação ligada à literatura feita por Lygia, imortal também pela Academia Brasileira de Letras (ABL). A escritora, que não lança um livro inédito há cinco anos, diz que segue escrevendo diariamente. Sobre um possível novo livro, porém, faz suspense. Podem vir contos? “Quem sabe um romance”, responde, evasiva.
Fonte próxima a ela, no entanto, acredita que não se verá um inédito de Lygia. Procurada, a Companhia das Letras, que adquiriu o passe da escritora em 2008 e vem republicando toda a sua obra, diz que não há nenhum projeto em discussão com a editora. O último título inédito de Lygia foi a reunião de contos Conspiração de Nuvens, lançada pela Rocco em 2007.
Maria Carolina Maia